Toolkit PSP · Módulo 5 · 5.6 Crise pessoal grave

Módulo 5 · Situações Sensíveis

Crise pessoal grave

Uma crise pessoal pode surgir quando uma situação de vida significativa ultrapassa temporariamente os recursos habituais de adaptação da pessoa, gerando sofrimento emocional e impacto no funcionamento diário.

6 ecrãs
Uma mulher sozinha, sentada no chão, com a mão na cabeça.

O que pode estar a acontecer?

Situações pessoais difíceis ou potencialmente traumáticas

O colaborador pode estar a lidar com situações como:

  • morte de uma pessoa significativa
  • divórcio ou conflitos familiares
  • problemas financeiros ou legais
  • diagnóstico de doença grave
  • exposição a acontecimentos traumáticos
  • mudanças importantes de vida
  • sobrecarga associada a novas responsabilidades

A vivência de uma destas experiências pode ser acompanhada por uma perceção de ineficácia, falta de recursos ou falha dos mecanismos habituais de adaptação e resolução de problemas.

Ilustração: pessoa sentada, encolhida, com uma nuvem escura por cima.

O que fazer?

O que fazer?

A prioridade é oferecer presença, flexibilidade e apoio prático sem invadir a privacidade da pessoa.

  1. Demonstrar disponibilidade e empatia: Escutar sem julgamento e respeitar o ritmo da pessoa. Algumas pessoas podem não querer falar naquele momento, e isso deve ser respeitado.
  2. Validar a experiência: Reconhecer que a situação pode ser difícil ou emocionalmente exigente.
  3. Flexibilizar expectativas temporariamente: Sempre que possível, ajustar tarefas, flexibilizar prazos, reduzir pressão adicional.
  4. Oferecer apoio prático: Ajudar na identificação de necessidades imediatas ou dificuldades concretas.
  5. Incentivar ligação à rede de suporte: Facilitar contacto com a família, amigos, colegas, recursos de apoio disponíveis.
  6. Informar sobre recursos existentes: Sinalizar apoios disponíveis, como apoio psicológico, medicina do trabalho, horários flexíveis, recursos sociais.

O que evitar?

O que evitar?

Colegas juntam as mãos, em equipa.
  1. Pressionar para falar sobre detalhes pessoais: Evitar perguntas invasivas ou insistência em explicações.
  2. Minimizar ou invalidar sofrimento: Evitar frases como “isso passa rápido” ou “Já vi situações piores”.
  3. Exigir funcionamento habitual imediato: A pressão para manter o mesmo nível de produtividade pode aumentar sofrimento e desorganização.
  4. Patologizar reações humanas: Uma crise pessoal não significa presença de doença mental.
  5. Dar conselhos simplistas ou não solicitados: Nem sempre a pessoa procura soluções imediatas, muitas vezes precisa primeiro de ser escutada e estabilizada.

Quando encaminhar?

Quando encaminhar?

O encaminhamento para apoio psicológico ou médico deve ser considerado quando:

  • Presença de sofrimento significativo de forma intensa e persistente na maior parte dos dias, durante um período prolongado de tempo
  • Impacto significativo no funcionamento pessoal e profissional
  • Indícios de presença de perturbação mental como depressão, ansiedade, luto prolongado, perturbação de stress pós-traumático
  • Presença de comportamentos de risco ou ideação/intenção suicidas
  • Quando a pessoa pede ajuda especializada

Onde recorrer

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