Toolkit PSP · Módulo 5 · 5.1 Burnout

Módulo 5 · Situações Sensíveis

Burnout: quando
o cansaço não passa

O burnout é um estado de exaustão física, emocional e mental associado ao stress profissional crónico.

7 ecrãs
Uma colega exausta, com as mãos na cabeça.

O que pode estar a acontecer?

Três dimensões principais

O burnout manifesta-se frequentemente através de três dimensões principais:

  • Nível individualExaustão emocionalSensação de esgotamento físico e mental, falta de energia, desgaste emocional e dificuldade em lidar com as exigências do trabalho e com os outros.
  • Nível interpessoalDespersonalização ou cinismoDistanciamento emocional em relação ao trabalho, colegas, sócios ou adeptos, acompanhado de irritabilidade, frieza, cinismo ou perda de envolvimento.
  • Nível autoavaliativoReduzida realização pessoalSensação de ineficácia, baixa autoestima profissional e perceção de que o trabalho perdeu significado ou propósito.

O que pode estar a acontecer?

Sinais de alerta comuns

Físicos

  • Exaustão e falta de energia
  • Alterações do sono
  • Cefaleias e dores musculares
  • Problemas gastrointestinais
  • Alterações da tensão arterial

Psicológicos

  • Irritabilidade e ansiedade
  • Distanciamento emocional
  • Sentimentos negativos face ao trabalho
  • Dificuldades de concentração e memória
  • Sensação de vazio, desesperança ou ineficácia

Comportamentais

  • Isolamento social
  • Absentismo
  • Redução da produtividade
  • Maior propensão a erros
  • Aumento do consumo de álcool, tabaco ou fármacos

O que fazer?

Reforçar os recursos de proteção

A intervenção deve focar-se no reforço dos recursos de proteção individuais, organizacionais e relacionais.

Promover consciencialização

  • Reconhecer sinais de esgotamento e aceitar a necessidade de cuidar de si

Desenvolver estratégias de adaptação

  • Resolver problemas de forma ativa
  • Expressar necessidades e limites
  • Melhorar comunicação emocional
  • Pedir ajuda quando necessário

Reforçar cuidado das necessidades básicas

  • Sono adequado
  • Alimentação equilibrada
  • Exercício físico regular
  • Momentos de lazer e descanso
  • Cumprimento de cuidados médicos

Estabelecer limites profissionais

  • Fazer pausas regulares
  • Evitar horas extra frequentes
  • Não trabalhar durante férias
  • Delegar tarefas quando possível
  • Promover equilíbrio entre vida pessoal e profissional

Procurar apoio social

  • Investir em relações significativas e manter uma rede de suporte

Procurar ajuda profissional

  • Avaliar necessidade de acompanhamento psicológico ou médico

O que evitar?

O que evitar?

Colegas conversam numa pausa para café.
  1. Estratégias de adaptação ineficazes: Supressão emocional, isolamento, uso excessivo do trabalho como fuga.
  2. Mentalidade de autossacrifício: Evitar crenças como “Se eu não fizer, ninguém faz.”
  3. Negligenciar sinais de sofrimento: Não normalizar exaustão persistente ou sofrimento intenso como “parte do trabalho”.
  4. Perfeccionismo excessivo: Evitar procurar desempenho perfeito à custa do bem-estar.

Quando encaminhar?

Quando encaminhar?

O encaminhamento para apoio especializado deve ser considerado quando:

  • Os sintomas persistem diariamente durante várias semanas
  • Existe impacto significativo no funcionamento pessoal ou profissional
  • Há sofrimento intenso, desesperança ou sensação de vazio persistente
  • Existem comportamentos de risco ou ideação suicida
  • Os recursos pessoais e apoio informal deixam de ser suficientes

Onde recorrer

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